Eu por mim…

Um dia talvez, eu descubra, a razão ou motivo, de querer começar a escrever sempre pelo final…

Todo início de ano, eu compro um caderno, pra escrever meus versos, minhas metas, minhas anotações e mapas de astrologia, e otras cositas más…

Meu primeiro caderno, nesse sentido, veio com 12 anos, era um diário (na época, e faz tempo, um lance bem de ‘viadinho’, palavra usada na época também), era diário e poesia… (bem anormal mesmo)…

Também, foi nesse ano, que escutei de uma professora, a primeira interrogação a respeito da minha aparência (ou o que eu parecia ser aos olhos dos outros)… Paulo, você é mineiro? Não, professora… Certeza? Vc tem uma cara de mineirinho… Não, professora… um avô, alguém da família? Não, não tenho… já tava encabulado… Foi uma curiosidade gentil, não ‘senti’, nenhuma maldade, na pergunta…

Já mais adiante, bem mais, uma outra professora, me pergunta, porque eu gostava de escrever pelo final (ir pra última folha, em direção ao início), você é árabe? Putz, essa foi uma surpresa total… não professora, nada vê… sua família? Nada a vê, professora… affff…

Tanto o “mineirinho”, como o “árabe”, ficaram na minha mente, como se percebe, até hoje (lembranças)

Bom, é verdade, que naquela época, até minha mãe, ignorava, o fato de que eu sabia, desde os 07 / 08 anos, que havia sido adotado, recém nascido… então, não dava pra falar, ou discutir o assunto (na época um incômodo pra mim, como todo assunto que não se põe na mesa, mas depois, é claro, de esclarecido, se supera)

Quando, saí do interior para o litoral, minha aparência, voltou a gerar perguntas, e sempre a mesma, de que “lugar do nordeste eu era”???
Uma outra novidade total pra mim 😁… é verdade, que muitas vezes, a maioria, era no sentido de querer me diminuir, o famoso pré-conceito, de regiões… mas, não me afetava, e também, vai que, podia ter algum fundo de verdade…

Mas, também, foi no litoral, que a mesma pergunta sobre aparência, modos, surgiu… meu amigo, A.B., um artista plástico, espiritualista, dizia, que quando olhava pra mim, via um tibetano, uma conhecida, Z., falava em indiano (pela minha forma de sentar, geralmente em lótus)… e um gringo, italiano – que frequentou a pousada, onde exercia meu trabalho de recepção – e que morou anos em Londres, me disse, que lá, em Londres, eu passaria facilmente, pelos, tipos não-ocidentais… o que na época, início dos 2000, não era nada bom… affff… Bom, alguma verdade, essas pessoas conseguiram captar, em mim, seja pela aparência, ou postura, já que (embora nunca havia pensado nisso) toda a minha identificação com religião /espiritualidade vem de lá… Mago Jepa, Rampa, e outros… vai saber (sou a favor da liberdade tibetana também, pra ontem, diga-se)… Atualmente tô viciado em vídeos de asmr, e massagem capilar indiana…

Tudo isso, pra dizer, que iniciou o ano, eu fui comprar um novo espiral, e, iniciei, a escrever, pelo início…

Paulo Alfuns

* esse espaço do blog, vou chamar de Paulo por Paulo, e vai ser, só pra falar de mim mesmo…

Publicado por Paulo Alfuns

Paulo por Paulo... emocional (às vezes), sexualmente transparente, nunca faço média, individualista (nunca egoísta), narcisista (?) talvez... 💋

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