Luz de Outono

Vamos nadar no lago
O velho lago, das emoções
Vamos ver a noite infinita
enquanto se aceleram
nossos corações
Vamos penetrar, no velho costume
Venerar nossos antigos ancestrais
Vamos sorrir pra lua
e pedir para que nos livre
das confusões
Vamos nadar no lago
E soltar as rédeas
das emoções
Vamos caminhar sobre as águas
Como fez Jesus, em sua geração
Vamos soltar os ventos selvagens
Para que nos arraste
ao oceano das paixões
Vamos mergulhar
em cada batida
em cada descida
em cada caída
de situações
Vamos cantar o amor
Nos fundindo com gozo
e desesperado tesão
Vamos cantar o amor
e esperar, que juntos
ainda possamos estar
Quando este outono,
passar…

Paulo Alfuns, poeta (por vocação), astrólogo (por formação), freelancer (na luta do ganha pão)

* publicado originalmente na antologia poética “Poemas e Pensamentos”, ed. Shan, 2001

Pensamentos (senti/mentais) sobre quem (ainda) busco, em (minha) insana obsessão, (sua em mim) louca perturbação

Não encontrou, o que
procurava,
Não viu, a quem
buscava…

Estava a procura,
de quê,
buscava a quem?

Procurava o ser, o saber
buscava o rever, a
quem jamais deveria,
porque era um amor
um eterno amor,
Que um dia o fez
sofrer…

Então por quê buscava?
Buscava pelo prazer,
de ver, de o fazer saber,
de se fazer saber, que
talvez, um dia,
ainda pudessem,
se ter…

Paulo Alfuns

* poema originalmente publicado, na antologia poética “Poemas e Pensamentos”, da editora Shan, 2001