Cúpido do amor

Lançei
uma flecha
no seu coração
penetrou forte,
e causou,
dor, estragos
arrepios de amor…

Lançei
uma flecha
na palavra
que não
queria te dizer,
tu abraçou
guardou,
e não revelou…

Lançei
uma flecha,
no encontro
do teu caminho,
mas, tu safado
já tava se divertindo,
traçando o cu
do vizinho…

Paulo Alfuns

Sentido só tem pra quem quer…

Bruscas mudanças
o encontraram,
se perdeu
nas entranhas
de cenas
estranhas…

Viajou ao espaço
em busca,
de uma estrela
qualquer,
só viu
uma dama insana
chupando um picolé…

Mas foi
com a água
que bate
na encosta
que aprendeu
que o tempo
tem seu tempo,
e sabe a hora
de fazer
o que quer …

Paulo Alfuns

Sem Destino

Easy Rider (no original) é um daqueles filmes que para o cinéfilo de carteirinha é tipo “tem que assistir ao menos uma vez na vida”… É também o tipo de filme que se tu for fã de cinema, talvez, tenha questionamentos pessoais pra se fazer… É a segunda vez que assisti ao filme, e pela segunda vez não consegui uma sintonia… São poucos os filmes incensados que eu assisti e não me diz nada… Tem filmes que caem no gosto do público, da mídia, de uma galera grande e viram fenômenos, sucessos, mas, por alguma razão, no sentido pessoal, não te diz muito ou nada… O filme em si: 02 motoqueiros traficantes, viajam em suas máquinas pelas estradas americanas, no final dos anos 60, em plena época de profundas transformações nos valores da sociedade (não só americana) da época… Não visualizam o futuro, a não ser a curtíssimo passo, não parecem ter muitas expectativas além do que rola no presente… Um dos motoqueiros é feito pelo Dennis Hopper (também diretor), um personagem tipo escroto (opinião pessoal) e outro feito pelo Peter Fonda, envolto numa vibe existencial… No percurso da dupla de amigos encontramos um solitário (fugindo do passado) a pegar carona,
encontramos uma trupe de artistas, entre esses a figura do Roberto Walker Jr. filho do querido (meu favorito) psico-sociopata mor do Hitchcock (Pacto Sinistro) Robert Walker… encontramos mulheres, e entre elas, Toni Basil uma jovem (marcante) com discurso politizado… mas, o principal, é o encontro com o jovem Jack Nicholson… Com 32 anos na época, o ator já tinha feito alguns filmes, mas, ainda não havia decolado… Easy Rider, trouxe a oportunidade de mostrar ao mundo a que veio e o seu valor… O sucesso do filme o encaminhou pra um estrelato que mantém até hoje, 50 anos depois… Enfim, Sem Destino é um clássico do cinema, um clássico da sua época, e geração (contracultura), e tem realmente de ser visto ao menos uma vez na vida, nem que seja pra dizer, (meu caso) que não rolou química entre a obra e seu expectator… ps; trilha sonora é puro rock incluindo a clássica Born To Be Wild do Steppenwolf…

03🔸🔸🔸

Para além do cine, pra quem curte astrologia, e gosta de saber mais sobre seus ícones, o básico do básico…

✳ Jack Nicholson, nasceu dia 22/04/1937, com o 🌞 passando por ♉, a 🌕 em ♍, e o signo de ♌ no Ascendente
✳ Dennis Hopper, nasceu em 17/05/1936, com o 🌞 também em ♉, a 🌕 em ♈, e o signo de ♐ no Ascendente
✳ Peter Fonda nasceu em 23/02/1940 com o 🌞 em ♓, a 🌕 em ♍, e o signo de ♊ no Ascendente
✳ Karen Black, nasceu em 01/07/1939 com o 🌞 em ♋, a 🌕 em ♑, e o signo solar ♋ no Ascendente
✳ Robert Walker Jr. nasceu em 15/04/1940 com o 🌞 em ♈, a 🌕 em ♋, e ♉ no Ascendente

Paulo Alfuns

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Dennis Hopper (chapéu), Peter Fonda, e Jack Nicholson (garupa)
Foto: IMDb

O Sol

O Sol contínua
a brilhar,
mesmo que venha
perrengues,
nunca deixa de se levantar,
para o nosso dia
iluminar…
O Grande Doador
de luz,
não faz distinção,
agrega e abraça
a todos,
com seu calor,
bom humor,
e doses gerais,
de amor….

Paulo Alfuns

A cor de Deus

O Deus do amor
não tem cor,
não tem ego,
desejo e nem
preferências

O Deus do amor,
está em todos
os seres,
porque da luz
do seio D’Ele
os teve…

O Deus do amor
não reside,
na maldade…
Ele se espalha,
vive e brilha,
na diversidade…

Paulo Alfuns

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Essa imagem publicada ontem, 14/04, na Ilustríssima, da artista Veridiana Scarpelli, reflete muito do que eu queria expressar… minha homenagem a todos aqueles (eu me incluo), cuja cor, e diferença (apesar de todas as intempéries) ainda buscam fazer deste mundo, um lugar bem melhor…

P.A.

Vamos de música

Bom dia pra nós!!!!

Não é que eu goste só de arte mais antiga – vintage, é o termo? – mas eu acredito que arte não tem idade, e conhecer, ao menos algo do que já foi feito é fundamental… minha infância foi ouvindo muito rádio, porque era anos 80 e o rock nacional ‘tava estouradaço pra nossa sorte, todas as rádios tocavam, depois veio os anos 90, enquanto todo mundo curtia o som de Seattle, eu tomei o rumo oposto, e me desbundei com Jethro Tull, Uriah Heep, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Creedence, Stones, Experience, Big Brother, Mutantes, Ramones, e a lista é grande, mas todas as bandas que eu consegui conhecer e amar… dos anos 60, 70!!! Passei batido pelo movimento grunge… Só nos anos 2000, eu voltei a ouvir rock, feito na época, isto é rock dos anos 2000 feito nos anos 2000, e é muito bom também… Salve Pitty e uma galera ótima aqui no nosso Brasil…

Voltei de novo ao passado, e ressuscitei, 02 dos únicos cds (passado total) que eu tenho da época do CD… e é incrível, quando a arte é de primeira… não tem explicação, é um prazer só…

Pra quem não conhece, deixo aqui algumas dicas… vale conhecer…

Beggar Banquet, eu acredito que não dá pra chamar de ‘um clássico’ mas, é um disco foda dos Stones, tem muito blues do sul americano, e ao menos 02 músicas que nunca vi incluídas em nenhuma antologia, mas, que são foderosas… mais que um álbum dos Stones, é trilha de uma fase pra lá de especial da minha vida…

O disco da banana do Velvet, marcou outra fase tão ou mais importante da minha vida, mais importante acredito, porque era a época em que estava na fase das descobertas, anos 90… É poesia, música, e vida cantada por quem simplesmente vivia a própria vida…

Júpiter Maçã, é o cara, é dos anos 90, mas é o meu roqueiro dos anos 2000, é o cara pra se ouvir principalmente nessa época de tempos cascudos… A Sétima Efervescência é obrigatório pra quem sabe que a vida é muito mais que post de rede social…

Por último, aquele que é uma velha novidade pra mim, mas, tenho curtido demais, chama Heavy, é de 1968, e o primeiro disco de uma banda chamada Iron Butterfly, vale conhecer também…

***Não mencionei lá em cima The Doors, e Pink Floyd, porque quem me conhece, sabe que são as bandas razão de ser da minha vida musical…

Paulo Alfuns